A sonda de exploração espacial lançada há 35 anos pela Nasa, será o primeiro objeto terráqueo a deixar o Sistema Solar. Grande parte da comunidade científica, inclusive a agência espacial americana, acredita que a viajante ainda não tenha atravessado a fronteira. Segundo estimativas, o marco poderá ser comemorado em menos de uma década.
A União Americana de Geofísica chegou a anunciar o feito como definitivo, para logo se corrigir e descrever a posição da Voyager como uma nova região do espaço. A agitação na comunidade científica foi imediata, e a Nasa apressou-se em declarar que o limite do Sistema Solar ainda não havia sido cruzado. Desde então, viu-se aumentada a expectativa dessa confirmação e do que a Voyager encontrará no desconhecido.
Os cientistas não têm certeza da forma exata com que o Sistema Solar se formou, mas a teoria mais aceita é que uma nuvem de moléculas teve um colapso interno, explodindo e formando o nosso Sistema há 4,6 bilhões de anos atrás. O Sol se formou primeiro, cercado por um disco de gás e poeira, que mais tarde formariam os planetas. Mas só a formação da estrela necessitou de um processo que duraria cerca de 100 mil anos. Os planetas teriam se formado a partir da colisão das partículas do disco de poeira, e essas partículas foram agregando cada vez mais material, até formar planetoides Quando eles ficaram com uma massa grande o suficiente para terem seu campo gravitacional, atraíram ainda mais matéria causando ainda mais colisões – apenas os maiores sobreviviam a essas colisões, e acabavam crescendo ainda mais. Em áreas mais distantes, temperaturas mais frias e o gelo abundante fizeram com que corpos muito maiores se formassem, criando os núcleos de planetas enormes – como Júpiter ou Saturno. Os núcleos eram grandes o suficiente para atrair gases de nebulosas próximas, formando a superfície gasosa desses planetas. Além de Urano, não sobrou material suficiente para criar planetas tão grandes e alguns planetoides não conseguiram evoluir para planetas, formando o cinto de Kuiper.
Visto de Mercúrio, o Sol pode nascer e se pôr duas vezes num único dia porque a sua velocidade de translação é quase igual à de rotação. Alem disso , o planeta leva menos de 60 dias terrestres para completar uma volta em torno de si mesmo. Isto significa que dois anos em Mercúrio têm apenas três dias!
Vênus
É o planeta do Sistema Solar mais brilhante de todos. Isso porque sua atmosfera reflete muito a luz solar. Foi por causa desse brilho intenso que ele recebeu o nome da deusa romana do amor e da beleza. Além disso, se um astronauta fosse a Vênus veria o Sol nascer no oeste e se pôr no leste pois ele tem uma rotação retrógrada.
Terra
A última vez que um asteroide passou bem perto da Terra foi em 1908. Ele tinha o tamanho de um campo de futebol e explodiu na atmosfera da Terra, destruindo uma área de 2 mil quilômetros quadrados da Sibéria.
Lua
É o nosso único satélite natural e influencia em muitas coisas aqui na Terra, como por exemplo nas marés, com a sua força gravitacional, a Lua “puxa” os oceanos em sua direção. Ela é composta essencialmente de rochas ricas em silicatos, com depressões, enrugamentos e crateras de impacto.Já as regiões mais escuras e planas são ricas em basalto (rocha resultante de vulcanismo ocorrido no passado, já que, atualmente não há vulcanismo na Lua).
Marte
O maior vulcão conhecido está em Marte. Ele foi batizado de Monte Olimpo e é três vezes mais alto que o nosso Monte Everest. Ele possui antigos leitos de rios secos sendo realmente descoberto um lago congelado.Os vestígios de água em Marte, por exemplo, podem indicar que nele um dia existiu vida. E, quando falamos em vida extraterrestre, isso não quer dizer que iremos encontrar seres verdinhos ou cinzas de olhos vermelhos, mas micróbios, bactérias e outros microorganismos.
Júpiter
O planeta gigante é o centro de um sistema composto por 63 satélites e um ténue anel. Com o nome do rei dos deuses da tradição greco-romana, demora 11,86 anos a descrever uma órbita completa. Seu volume é 1.300 vezes superior ao da Terra e uma massa equivalente a quase 318 massas terrestres, Júpiter supera todos os outros corpos do Sistema Solar, exceptuando o Sol. A formação mais espetacular da atmosfera de Júpiter é a denominada Grande Mancha Vermelha, uma perturbação atmosférica, com mais de 30.000 Km de extensão, que já dura há 300 anos.
Saturno
Os anéis de Saturno são faixas de minúsculos pedaços de gelo, grãos de poeira e rochas de diversos tamanhos. Ainda não se sabe como surgiram. Talvez sejam restos de uma lua destruída. Outra ideia é que os anéis são o que sobraram da formação do planeta. Eles formam uma faixa tão grande que caberiam cinco Terras ali, colocadas lado a lado.
Urano
O planeta é praticamente "deitado" em relação ao Sol (com um eixo de inclinação de 98 graus), como os dias e noites são determinados pelo movimento de translação. Só amanhece ou anoitece quando o planeta dá meia volta em torno da estrela - o que equivale a 42 anos terrestres!
Netuno
Netuno é o planeta que fica mais longe do Sol. A cor azul não tem nada a ver com oceanos, mas com nuvens de gás. Os cientistas acreditam que podem ocorrer chuvas de diamantes em Netuno. A atmosfera densa e a pressão podem alterar a estrutura química dos gases, fazendo com que parte deles se transforme em diamantes!
O Sistema Solar também é constituído por cinco planetas anões:Plutão, Ceres, Éris, Makemake e Haumea.
A Astronomy Picture of the Day (APOD) é um site mantido pela NASA originado, escrito, coordenado e editado desde 1995 por Robert Nemiroff (MTU) e Jerry Bonnell (UMCP). O arquivo APOD contém a maior coleção de imagens astronômicas anotadas na internet. Cada dia uma imagem diferente ou fotografia do nosso fascinante universo é caracterizado, juntamente com uma breve explicação escrita por um astrônomo profissional. As imagens abaixo foram as escolhidas como imagem astronômica do dia por eles no mês de Abril de 2013.
30 de Abril: A humanidade explora o Sistema Solar
29 de Abril: Via Láctea e a árvore de pedra
28 de Abril: Um furioso sistema de tempestade em Saturno
27 de Abril: Estéreo forte
26 de Abril: Um ano do Sol
25 de Abril: Eclipses lunares
24 de Abril: Torcendo a toalha molhada em órbita
23 de Abril: Raios X de Supernova SN 1006
22 de Abril: A nebulosa Cabeça de Cavalo em infravermelho do Hubble
21 de Abril: A ursa maior
20 de Abril: Luminescência atmosférica,brilho de oposição e a Via Láctea
19 de Abril: NGC 1788 e os bigodes da feiticeira
18 de Abril: Fábrica de estrela Messier 17
17 de Abril: Monte Hood e uma Nuvem lenticular
16 de Abril: Grande galáxia espiral M81 e Arp's loop
15 de Abril: IC 1848: A nebulosa Alma
14 de Abril: Tritão crescente, lua de Netuno
13 de Abril: Sol com chama solar
12 de Abril: Planeta do Yuri
11 de Abril: Cidade às escuras
10 de Abril: Estação Espacial
9 de Abril: NGC 3132: O sul da nebulosa do anel
8 de Abril: A Tabela de Pesquisa Redshift para o nosso Universo
7 de Abril: A lua de Saturno
6 de Abril: Terra em Crepúsculo
5 de Abril: Cometa do Norte
4 de Abril: M64: O olho negro da galaxia
3 de Abril: Cometa PANSTARRS e a galáxia de Andrômeda
2 de Abril: IC 4592:O reflexo azul da nebulosa cabeça de cavalo