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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Nasa desliga satélite que servia para observar galáxias

A agência espacial americana Nasa desligou o satélite Galex (sigla para “Galaxy Evolution Explorer”), que há uma década explorava galáxias por meio de um sensor de radiação ultravioleta.
O sinal para encerrar a atividade da sonda foi dado nesta sexta-feira (28) a partir de um centro de operações instalado no estado da Virgínia. O Galex deve ficar em órbita por mais 65 anos, e então entrar na atmosfera terrestre, que deve incinera-lo com o atrito da queda.
A Nasa prorrogou por três vezes a missão do Galex, até enfim decidir encerrá-la. O satélite estava “emprestado” para o Instituto do Tecnologia da Califórnia, que administrava seu uso pelos pesquisadores.

Graças ao Galex, os cientistas puderam fazer os mais variados tipos de observações de estrelas, da Via Láctea a galáxias que estão a bilhões de anos-luz da Terra.
Ilustração mostra o satélite Galex (Foto: Nasa/Divulgação)Ilustração mostra o satélite Galex (Foto: Nasa/Divulgação)Fonte:G1

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Descoberto novo tipo de estrela

Pesquisadores do Observatório no Chile dizem ter descoberto um novo tipo de estrelas com luminosidade variável. A descoberta se baseia na medição ao longo de sete anos de mais de 3 mil estrelas situadas no agrupamento galático NGC 3766, afirma a agência de notícias France Presse. O achado foi feito por uma equipe de astrônomos suíços, que trabalharam com o telescópio Euler, pertencente ao Observatório Europeu do Sul (ESO).
Conjunto de estrelas; estudo cuidadoso mostra que 36 delas pertencem a uma nova classe de astro (Foto: ESO/AFP)

Neste agrupamento galático, a equipe descobriu um grupo de 36 estrelas que 
apresentaram um padrão inesperado, com "minúsculas variações regulares do seu brilho, ao nível de 0,1% do brilho normal das estrelas", afirmou o ESO, em um comunicado.
As observações revelaram propriedades destas estrelas anteriormente desconhecidas, que desafiam as atuais teorias e levantam questões sobre a origem das variações (de luminosidade).


O periodo das variações de brilho está entre duas e 20 horas, segundo o observatório europeu. A nova categoria de estrelas variáveis ainda não foi batizada. Elas são levemente mais quentes e mais brilhantes que o Sol, ressalta o ESO.


Os modelos teóricos atuais não preveem que a luz varie periodicamente e nosso esforço consiste, por isso, em conhecer melhor o comportamento desse novo tipo de estrela.


A origem das variações é desconhecida, mas os astrônomos observaram que algumas das estrelas parecem ter uma rotação rápida, superior à sua "velocidade crítica", limite a partir do qual as estrelas se tornam instáveis e ejetam matéria ao espaço.
"Nestas condições, a rotação rápida terá um impacto importante em suas propriedade internas", afirmou Nami Mowlavi. O estudo das variações de luminosidade das estrelas já conhecidas, que recebem o nome de "variáveis" ou "pulsantes", criou um novo ramo da astrofísica chamado algumas vezes de astrosismologia, de acordo com a agência France Presse.


Fonte:G1